terça-feira, 10 de novembro de 2009

Diga NÃO ao Ato Médico!


CLIQUE AQUI para enviar um email aos senadores de seu Estado solicitando que rejeitem o Projeto de Lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006).

Basta escolher o seu estado, preencher os campos com seu nome e e-mail e clicar em “enviar”.
O texto abaixo será enviado para todos os Senadores de seu estado.


CARTA ABERTA AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES SENADORES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Excelentíssimo(a) Sr(a). Senador(a):

Historicamente, o Estado brasileiro, através do Ministério do Trabalho, tem combatido as legislações corporativistas que engessam o florescimento e desenvolvimento das profissões. Não é por outra razão que as leis das profissões regulamentadas são curtas e genéricas.

O Projeto de lei nº 268/2002 no Senado (clique aqui) e o substitutivo ao Projeto de lei nº 7.703/2006 na Câmara dos Deputados (clique aqui), visa dar a 340 mil médicos a exclusividade de exercer atos privativos de 3 milhões de profissionais da saúde (biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, profissionais da educação física, psicólogos, técnicos em radiologia e terapeutas ocupacionais).

Em especial, ambos os projetos de lei estabelecem que caberia aos médicos o direito de realizar o diagnóstico das doenças (nosológico) e a prescrição terapêutica (tipo de tratamento). A realidade é que as consultas médicas realizadas nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) duram no máximo 5 minutos, o que impossibilita a realização de qualquer diagnóstico. A incapacidade do SUS em fazer um diagnóstico clínico completo das doenças e disfunções é a razão pela qual o Estado realiza anualmente 1 bilhão de consultas médicas e meio bilhão de exames. Apesar dessa extensa cobertura, temos 50 milhões de doentes crônicos e ainda vivemos uma década a menos do que deveríamos, resultados inaceitáveis para uma gestão pública.

Para adquirir as habilidades e competências para fazer o diagnóstico e as respectivas prescrições terapêuticas nas 13 áreas das profissões regulamentadas, os médicos teriam que estudar no mínimo mais 50 anos. Assim, ao delegar aos médicos o exercício de atos privativos para os quais eles não possuem treinamento, o Estado coloca em risco a saúde da população e engessa o desenvolvimento das profissões da saúde.

Por outro lado, as virtudes desses 3 milhões de profissionais não estão sendo colocadas a serviço da vida. Os raros profissionais da saúde contratados pelo SUS recebem menos de R$ 7 por tratamento. Desta forma, os alarmantes aumentos dos custos na saúde devem ser atribuídos à indústria bilionária da doença, representada pela realização indiscriminada de exames e prescrição de medicamentos.

Para resolvermos os graves problemas de saúde da população, é necessário que o Estado contrate e coloque as virtudes desses profissionais a serviço da vida. Fazendo isso, poderemos conquistar a vida estendida com saúde e bem-estar, além de reduzir os custos com doença.

Saiba mais: www.atomediconao.com.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

INDICAÇÃO!


Mulheres e homens, deliciem-se com esse ambiente altamente recheado de bom humor, sensibilidade, naturalidade e humanidade que é fruto dos escritos do super talentoso Gabito Nunes.
Há algum tempo encontrei o Caras Como Eu nas minhas tão frequentes e comuns buscas por conteúdos interessantes. E eis que, acostumada a ler grandes mulheres, encontrei as palavras de um grande homem.
É uma superindicação. Tenho certeza que, assim como eu, vão se apaixonar e olhar determinadas situações por um ângulo inédito. É um espaço de aprendizado, surpresa, suspiros, saudades, enfim... de enriquecimento, que é o grande alvo da escrita e da leitura.
Abraços a todos! Espero que confiram.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Não tem jeito" (???)

Não sei o que me deu, mas comecei a pensar numas coisas aqui agora.
Fico pensando até que ponto a vida da gente pode ser boa de verdade. Fico aqui me questionando ferrenhamente: até que ponto a gente pode acreditar no que está vivendo agora?
Viver o presente implica realmente se desprender do passado? Se for isso, imagine quantas pessoas o perderam pois estão alojadas num ontem que desgraçadamente nunca acaba.
Senti um revolta tão grande amargar meu peito que chega me correram agulhas pelas veias. Sei de todas as contribuições que se pode dar para manter um pé lá e outro cá. Sei das tão comuns retardantes atitudes forjadas de um progresso que na verdade só existe no imaginário (o que um dia nos parece tão babaca que até chegamos a nos odiar).

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Agradecendo ao passado


Um amor saudável traz outra cara pra sua vida.
Pensava esses dias sobre como tenho sido mais humana desde que descobri que, para ser feliz é necessário -MESMO- deixar de ser triste.
Tenho entendido cada vez mais que estar junto é realmente querer estar ao lado de alguém, sem precisar fazer disso uma disputa consigo mesmo, uma luta contra céus e terras, transformando esse sentimento em um fardo tão pesado, que quase nunca compensa a conquista.
Tenho entendido também que a felicidade é tão breve que a gente precisa renová-la TODOS os dias, com reconhecimento, fidelidade e principalmente entrega. Essa coisa de esperar retornos é tão cansativa quanto carregar o mundo nas costas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Carta ao meu amor



"Quero que saiba, meu amor mais lindo, que você foi, sem dúvidas, o melhor presente que Deus me deu neste ano. Foi o homem mais verdadeiramente homem que conheci e me envolvi. Tenho ainda mais orgulho dessa paixão que eu sinto por você, sou muito feliz de ter te escolhido e de ter me aceitado como sua escolha. E me sinto alguém cada vez melhor do seu lado. Você me transformou de dentro pra fora. Mudou não só os meus dias, mas o meu jeito de vivê-los. Devo a você muito dessa leveza que eu tenho hoje, dessa suavidade que eu tenho desenvolvido todos os dias, porque você fez a minha vida ser mais leve, mais delicada e muito mais prazerosa. Sonho com muitos e muitos momentos pra nós dois, desejo uma imensidão de dias ao seu lado pela vida afora".

Só pra falar um pouco da alegria de te ter novamente...

Texto: Carina Mota

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tenho saudades dos meus dias azuis e perfumados, mesmo quando tava fazendo 0º fora da minha cabeça.
Meu corpo aquecido, coração quente e a cabeça tão aliviada por existir em plena conformidade com as minhas emoções. Ser feliz mesmo é sentir e querer essa felicidade ao mesmo tempo.
E eu sinto tanta falta de me permitir encher meus dias de bons momentos e suspiros.
Não é que agora eu não queira, mas não sei até que ponto consigo querer. É tão delicada essa coisa de viver em relação ao outro. Se minha felicidade dependesse só de mim, acho que nunca seria tão oscilante essa minha condição de viver.

Vá entender!

Mais uma vez estou precisando me reconstruir. Nunca tive tantas certezas e ainda assim tantas dúvidas. Investi errado, abusei no desapego e acabei aqui, do lado de fora da minha vida. Estou tentando agora buscar saídas, mas nem ao menos sei onde eu estou. E pior, não sei pra onde quero ir. Só sei que não consigo mais ficar assim, sem estar em lugar nenhum, sem sentir ao menos que estou. Sempre falei dessa coisa de vazio, de não sentir, de sentir nada... mas agora é tão estranho estar de fato vivendo isso. Parece que criei a teoria pra depois partir pra prática. Moldei todos os modos de sentir aos poucos, testanto cada sensação aos pouquinhos. Que ridículo se preparar tanto pra deixar de sentir.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Minhas Máscaras

A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa.

Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!

Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições.

domingo, 9 de agosto de 2009

Fica tudo bem, tudo certo! ♥

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"Alma, minha alma voa leve pelo vento... E me leva até você"
Tudo Certo - Luiza Possi

Adoro assumir o quanto é bom estar apaixonada!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Enfim, apaixonada!

Sem medo de te dizer as coisas, resolvi permitir que as palavras fossem nascendo naturalmente ao decorrer do texto, pra que talvez assim eu pudesse escrever o que tenho sentido desde que você começou a fazer parte da minha vida. Sem cortes, sem pudores, sem medos e sem vaidade, posso dar materialidade a essa coisa boa que vem tomando conta de mim e que, dia após dia, me faz um bem cada vez maior.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Rosas da cor da felicidade...

"Sorte de hoje: Compartilhe sua felicidade com os outros hoje mesmo"


E tive mesmo vontade de fazer isso. Hoje, mais do que todos os outros dias, tive vontade de gritar pro mundo o quanto ser feliz é bom, o quanto estar apaixonada faz bem pra saúde e o quanto é gostoso ter alguém que recicle, todos os dias, essa sua felicidade.

Mas me dei conta de que não preciso disso. Minha felicidade está estampada em mim, nos meus olhos, no avermelhado da minha pele, no brilho dos meus cabelos, no tom da minha voz e em tudo que eu faço. Minha felicidade está estampada em você, no seu abraço que me acolhe, no seu beijo que me completa, nas palavras doces que você me diz todos os dias.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mulheres

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

terça-feira, 5 de maio de 2009


Para um menino com uma flor


De Tati Bernardi.



Acabo de chegar em casa e ver tudo diferente. Ainda estou fechando os olhos e tentando encontrar a parte mais quente das suas costas. Ainda estou com este riso bobo na cara, matando a saudade de ter quinze anos e uma vida linda pela frente.
Pode ser mesmo que isso passe, pode ser que amanhã eu acorde e você tenha ido embora. Ainda assim, ainda que amanhã chegue para estragar tudo, poder chegar em casa e ver tudo diferente já são milhões de quilômetros rodados. Zilhões.
Você não sabe, nem sonha, mas você acaba de zerar minha vida. (...) Minha vida era vestir a armadura e relembrar com dor pela milésima vez todos os últimos podres de todas as pessoas podres que passaram ultimamente pela minha vida. Você acaba de zerar tudo. Com a parte mais quente das suas costas, com o seu medo de beijo na orelha (...) você acaba de me salvar.
Este texto é pra te falar uma coisa boba. É pra te pedir que não tenha medo de mim. (...) Sabe esses textos falando que eu sei disso e sei daquilo? Eu não sei de nada. Eu só queria ser salva das pedras, eu só queria aprender a pegar carona nas ondas. Eu só queria que isso que eu tô sentindo agora durasse mais de uma semana. Eu só queria poder chegar em casa e ver tudo diferente. Ver tudo bonito. Ver tudo como de fato é. E você salvou minha vida. O mundo está lindo. Não tenha medo de mim.
Eu só queria que esta minha vontade de perdoar o mundo durasse. Hoje eu não odiei o Bradesco, a Vivo, meus pais, o IPTU, (...). Hoje eu não odiei nada nem ninguém. Eu apenas fiquei lembrando, a cada segundo, que você se desesperou pra encontrar meu brinco de coração. Você quis encontrar meu coração pequenininho no escuro. E você encontrou. E você salvou meu dia, minha semana. E salvar meu dia já são zilhões de quilômetros. Você é meu herói.
Não tenha medo deste texto. Não tenha medo da quantidade absurda de carinho que eu quero te fazer. Nem de eu ser assim e falar tudo na lata. Nem de eu não fazer charme quando simplesmente não tem como fazer. Nem de eu te beijar como se a gente tivesse acabado de descobrir o beijo. Nem de eu ter ido dormir com dor na alma o fim de semana inteiro por não saber o quanto posso te tocar. Não tenha medo de eu ser assim tão agora. Nem desse meu agora ser do tamanho do mundo.
Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto.
Talvez você pense que não merece este texto. Há quanto tempo mesmo você me conhece? Algumas horas? Mas você merece sim. Hoje, depois de muito tempo, eu acordei e não me olhei no espelho. Eu não precisei confirmar se eu era bonita. Eu acordei tendo certeza.
Não tenha medo. Eu sou só uma menina boba com medo da vida. Mas hoje eu não tenho medo de nada, eu apenas fecho os olhos e lembro de você me dando aquela flor velha, fazendo piada ruim às sete da manhã, me lendo no escuro mesmo com dor de cabeça.
Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. (...) Fiz as pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo. E eu só vejo você me ensinando a dar estrela. Eu só vejo você enchendo minha vida de estrelas. Se você puder, não tenha medo. Eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. E que repete, sem medo e sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo. Estrela, estrela, estrela. Zilhões de vezes.

domingo, 26 de abril de 2009

Pra esquentar a alma


Esse friozinho que tá fazendo me deixa tão sucetível...
E eis que a cada dia o inverno se faz mais próximo.
Adoro inverno, adoro chuva, adoro chocolate quente na frente da televisão, adoro meia, moletom, edredom e se puder, ainda uma luva bem quentinha.
Acho que no frio as pessoas ficam mais românticas, mais carentes e mais agradáveis.
E trocam aquela festa badaladíssima por um aconchego num colo quente.
Os beijos são mais intensos, demorados e entregues.
É que tempo frio pede alguém que te aqueça.
Pede abraço apertado e demorado.
Pede mais tempo na cama.
Pede noites de conchinha.
Pede filme romântico no fim de semana.
Pede mãos que se pegam o tempo todo.
Pede músicas de amor.
Tem aquele frio gelado batendo no rosto, tem clima de filme americano, tem fumacinha saindo da boca, tem a gente se encolhendo na cama...
E porque o inverno pode esfriar meu corpo, mas aquece muito a minha alma.



Imagem: aloge_gut
Texto: Carina Mota

Só eu e você...

Quero fugir com você!

Quero um lugar onde sejamos só eu você. Mesmo que ao nosso redor existam milhares ou milhões de pessoas, não me incomodo. Mas quero poder ter algum lugar onde possamos ser o que queremos ser.

Quero sentar na frente do mar, jogada em seu colo, e por horas a fio só ouvir sua respiração. Quero ver você dormir nos meus braços, acordar no meu colo e descobrir se você sorri quando está sonhando comigo.

sábado, 25 de abril de 2009

Homem tem que ser imperfeito


Revendo algumas coisas, relendo algumas palavras e repassando alguns pensamentos, me preocupei se realmente estaria construindo uma imagem adequada daquilo que eu tenho buscado ultimamente. Me dei conta de que, entre resmungos, declarações, desabafos e comentários, fui dando corpo a algo cada vez mais próximo da perfeição.

Um homem adequado, dentro das medidas, dentro dos padrões. E só há um problema nisso tudo: eu DETESTO padrões, medidas, adequações e nunca acreditei na perfeição.

E então parei o relógio, aumentei o volume do som pra ouvir melhor Herbert Vianna cantar, respirei fundo, fechei os olhos e tentei captar tudo que me afeta num homem. Percebi coisas interessantíssimas e surpreendentes.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O que seria isso?

É um verdadeiro impasse...
Não quero nunca mais me submeter a aceitar erros que me maltratem, mas também não quero mais uma vez atuar como a impetuosa rainha soberana e impassível de erro.
Estou aqui tentando organizar minhas idéias e sentimentos de uma maneira que o resultado possa ser equilibrado. Mas quanta petulância da minha parte! Nunca consegui fazer isso, por que haveria de conseguir agora?
E tomo mais uma taça de vinho, respiro um pouco, sinto meus olhos pesarem de tão molhados... mas não choro. Também não preciso exagerar!

domingo, 12 de abril de 2009

Ele ou eu?!?


Essa já deve ser a quarta ou quinta vez que tento escrever sobre ele. Não que me faltem coisas pra falar. Muito pelo contrário. Ele sempre me faz ter o que dizer sobre ele. Acho que o que falta na verdade não é assunto, e sim coragem.

Os minutos, horas ou até dias que me dediquei a escrever sobre algo, sempre falavam do que incomodava, me feria, me doia, me fazia mal. De repente me vejo aqui, cheia de coisas pra falar, mas sem saber como fazer, pois minha mente parece ter se acomodado a falar mal da vida, a cobrar mudanças, a pedir socorro e a questionar a realidade.

quarta-feira, 11 de março de 2009




Minhas vivências...

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Hoje sou um ser de vivências. Sou feita daquilo que é e não mais do que poderia ser. Olho pra trás e vejo um passado sem futuro, sem presente. Vejo um nada, uma lacuna fria e escura da minha vida. E isso é o que mais me impulsiona pra frente!
Desatei milhões de nós e refiz laços que me mantém atada a um eu resignificado...
Quanto da minha vida morreu junto com os meus desejos do que não foi? Não saberia calcular. Mas dia após dia cato os milhares de restos que foram caindo pelo chão a cada passo que dei pra chegar até aqui.
Troquei de pele, refiz a maquiagem há muito borrada pelas lágrimas, pelas noites não dormidas e pelos sorrisos de vidro que de tanto quebrar já não poderia mais ser colado.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Entre poucas linhas



Escrever é um exercício de evolução. Cada palavra que escrevo provoca em mim uma transformação. Ampliam-se minhas percepções, opiniões, emoções e um novo ser nasce em mim ao final de cada texto. É como se, a cada vez que escrevo algo, estou falando de um novo indivíduo.

Em meio aos meus rabisco eu elocubro, transgrido, transcendo e entro em metamorfose. E um novo contexto se faz em minha vida. Abre-se o meu coração, mente e todos os sentidos mudam de forma inexplicável.

Cada texto meu conta muito mais que histórias, sentimentos, pensamentos. Eles marcam uma transição do que eu era para aquilo que estou gradativamente me transformando.

Quando escrevo, sozinha, calada, ouvindo Paulinho Moska falar das suas Lágrimas de Diamantes, consigo entender coisas que não vejo em nenhuma outra situação. Faço sacadas bárbaras sobre mim mesma. Sinto como se a caneta me dissecasse detalhadamente.

Sinto de maneira incrível o meu desenvolvimento e consigo aos poucos utilizar de tudo ao meu redor da maneira mais sadia.

Escrever, pra mim, é como dialogar com minha alma, olhá-la de frente, nos olhos, tocá-la, abraçá-la...

Já tentou isso? Conhecer-se... Não há nada mais extraordinário (e doloroso, sejamos sinceros). Afinal, tudo na sua vida parte de você. Como lidar com o outro sem conhecê-lo? E como conhecê-lo antes de saber quem realmente é você?

É nisto, pra mim, que está a graça da vida. Na minha opinião o homem se amplia quando mergulha no que há de mais profundo em si. Lá, onde os sentimentos são puros, independentes, livres de ego e superego.

Escrever, pra mim é um dos meios por onde a gente se desbrava. É como definir, e até organizar aquela parte de mim que só eu compreendo. É exteriorizar o Eu que só eu tenho acesso. É delimitar em espaços de tempo até onde consegui ir dentro de mim.

É compreender meus equívocos e acertos.

Escrevendo pude descobrir que quanto mais eu me entendo, mais fácil fica entender os outros; quando eu me conheço, os outros me parecem menos estranhos; quando me interpreto mal, cometo equívocos com a vida; quando me aceito, encaro os fatos com mais maturidade; quando me amo, fica mais fácil amar inteira e conscientemente.

Enfim, escrever é desbravar-me, encaixar peças soltas, amadurecer os frutos que carrego dentro de mim e plantar novas sementes. Escrever é estruturar-se, moldar-se, pintar-se das mais variadas cores. Escrever é dar vida àquela parcela de si que a vida real põe pra dormir e permitir que, enquanto a realidade fortalece seu lado prático, você possa dr asas ao seu lado abstrato.

E através das milhares de palavras que brotam de meus dedos é que eu realmente nasci. Cada página foi, ao mesmo tempo, desabafo e alimento. Hoje sou, na verdade, a soma de cada linha dos meus escritos, daqueles que já foram e daqueles que ainda virão.


05 de Janeiro de 2009


Texto: Carina Mota

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lessons Learned/ Lições Aprendidas (Carrie Underwood)

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Há algumas coisas que eu lamento,
Algumas palavras que eu desejo não ter dito,
Alguns começos que tiveram finais amargos,
Eu tenho passado por maus momentos
Danos que eu não pude desfazer

Algumas coisas eu gostaria de fazer tudo de novo
Mas isso não importa
Quando a vida fica mais difícil
Isso nos faz mais forte

Algumas páginas viraram-se
Algumas pontes queimaram-se
Mas houve lições aprendidas

E cada lágrima que teve que cair dos meus olhos
Todo dia eu me perguntava como eu sobreviveria durante a noite
Toda mudança que a vida trouxe pra mim
Eu sou grata por todas feridas no meu coração
Eu sou grata por cada começo

Algumas páginas viradas
Algumas pontes queimadas
Mas houve lições aprendidas

Houve erros que eu fiz
Algumas chances que desperdicei
Alguns caminhos que eu não deveria ter tomado
Alguns sinais que eu não vi
Corações que eu machuquei sem necessidade
Algumas feridas que eu queria ter mais uma chance para consertar

Mas isso não faz diferença
O passado não pode ser reescrito
Você tem a vida que lhe foi dada

E todas as coisas que machucam você
São todas as coisas que te deixam mais forte
Você não pode mudar o passado
Você apenas tem que seguir em frente
Porque são lições aprendidas

.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Quero um colo quente e um ombro que nunca conheci. Não é de homem, de amor, de força.
O que é isso? Um enjoado que não faz passar mal. Um frio que não precisa de agasalho. Uma necessidade absurda de ir para um lugar que eu nem imagino qual seja.
Uma saudade de vida inteira, como se eu já tivesse vivido. Uma coisa enorme e ao mesmo tempo concentrada naquela picadinha de inseto atrás do meu joelho, que incha e incomoda do tamanho do mundo.
Uma angústia que estremece até aqueles cantos da gente que a gente passa batido. Uma coisa de cantos e não de peitos.
Mas que acaba com o oxigênio.
(...)
Escuto os outros e enquanto isso acontecer, não vai passar. Preciso me escutar.
Mas não tenho nada pra me dizer. Só esse vão dos pensamentos. Só esse intervalo de motivos. Só a soneca merecida do carrasco que mora no centro da minha cabeça.
Esse bueiro vazio embaixo da vida. Essa falha da linha embaixo do que se tem a dizer.
Esse nada que caio, de vez em quando, e que também não tem nada pra me dizer a não ser que o mistério também faz parte.
Assim que eu me sentir mais leve, simplesmente saio dele, sem nada concluir. Não dá pra forçar, levar um choque de voltar pra superfície.
Só o que existe é enfrentar esse algo, que jamais soa como algo a ser enfrentado, já que não é nada.
(...)
Então só me afasto... Não quero nada e nem ninguém. (...) apenas lembrar que existe, ainda, uma lista de querer dentro de mim. Que uma hora volta. Daqui a pouco eu volto e tudo volta. "
Tati Bernardi

Adoro essa minha identificação com os textos da Tati Bernardi. É tão difícil encontrar modos de expressar aquilo que só você sabe o que é de uma maneira que os outros possam também entender. Então encontrar alguém que consiga falar da vida da maneira que você precisa falar e não consegue torna-se algo primoroso.
Lembro das palavras de minha terapeuta, enquanto eu sentia uma certa dificuldade de me expressar, sem ter certeza de que eu estava dizendo tudo da maneira certa pra que ela me entendesse da forma como eu desejava: "Calma, esse movimento de voltar-se pra si mesmo é realmente algo muito difícil. E mais difícil ainda é desnudar-se pra alguém, trazer esse seu lado tão interno pra fora e expô-lo a outra pessoa".
Mas ela, Tati Bernardi, me dá a sensação de que me leio através dos seus textos.
Lendo, muito por acaso, esse texto acima, senti ela descrever milimetricamente aquilo que eu tive necessidade de entender. Ela fala da dificuldade que tem em perder algo (ou alguém). O interessante é que passei essa madrugada catando, dentro da minha cabeça profuuuuunda, algumas palavras que pudessem montar um texto que descarregasse todos os meus sentimentos.
Comentei com uma amiga: "Tô com a cabeça tão cheia que não consigo condensar as idéias". E eis que surge a Tati e me liberta.
O post a seguir foi uma tentativa de vomitar um pouco de uma angústia que tem me intalado e me maltratado um pouco.
Custei a escrevê-lo e ainda assim não consegui chegar onde eu queria. Minha dificuldade de falar sobre e o meu estado de espírito travaram a ignição da minha cabeça, mas com um pouco de Bernardi no juízo eu consegui fazer as coisas pegarem no tombo...

Sobre amizade...

Sou alguém completamente presa aos meus sentimentos. De tudo que vivi, de tudo que senti, até hoje não consegui ser mais objetiva e centrada quando qualquer atitude ou decisão minha envolve qualquer porção de emoção.
Como já é de se esperar, na maioria das vezes tenho grandes dificuldades em lidar com isso. Mas é do ser humano encarar as adversidades da vida. Há tempos deixei de me achar no direito de ser mais ou menos que os outros por conta das minhas contrariedades. E, dentro dessa consciência, percebi que o máximo que podia fazer era desenvolver métodos de encarar e compreender melhor minhas dificuldades.

Há tanto tempo tenho saboreado as mais confusas dores com relação ao meu modo de lidar com minhas emoções, e todas elas voltadas para romances frustrados e mal-resolvidos, que ao me deparar com questões diferentes percebi que minha fragilidade tem uma expansão ainda maior do que eu imaginava.
Hoje procurei pensar em outros amores, outros sentimentos que, de igual maneira, despertam emoções que algumas vezes mudam por completo a dinâmica da minha vida.
Sou e sempre fui apegada (e muitas vezes dependente) das minhas amizades. Aprendi no decorrer da minha vida a enxergar a amizade como algo que te complementa, que te resignifica diante da vida, que vai aos poucos te caracterizando. Ter amigos sempre me soou como ter um chão firme onde eu pudesse pisar.

Meus amigos, aqueles a quem abraço verdadeiramente, foram sempre uma extensão da minha família. Filhos de meus pais, irmãos de meus irmãos, amigos de meus amigos. Nunca foram apenas amigos. Mais do que ter amigos, sempre fui de viver meus amigos, fazer parte da vida deles, inseri-los na minha, compor os meus dias com qualquer porção deles.
Nunca fui de grandes rotatividades no meu círculo de relacionamentos. Amizade, pra mim, é mais que estar amigo. É ser amigo. É algo que vai além do seu estado de espírito, das circunstâncias, de sua predisposição. É mais que querer ser amigo, mas simplesmente ser.
A amizade é como um pedaço seu que nasce em outro corpo.

É como sua imagem refletida em outra pessoa (não falo de semelhança, falo de intersecção, de estar contido no outro e vice-versa). É ter alguém a quem confiar um lado seu que somente você conhece. É abrir-se pra si mesmo por meio de outra pessoa. Um amigo é um Eu que mora fora de nosso corpo.
Mais do que qualquer romance, minhas amizades foram sempre muito intensas, inteiras. Perder um amor desestrutura todo ser humano. Mas a ausência do sexo, faz da amizade uma relação profundamente construída em laços simbólicos. Na troca de confidências, em um ombro firme pra chorar, na força que não se encontra em nenhum outro lugar, na certeza de que com aquela pessoa você vai se sentir melhor essa noite. Sem o tesão pra reforçar, o amor se torna o único responsável por manter a relação viva. Sem recorrer aos artifícios da carne, a amizade contrói um elo tão suave e, ao mesmo tempo, tão enraizado que jamais aquela amizade perderá seu poder diante do nascimento de outraque surgirá no futuro. Cada amizade é como um filho único. Forma uma místura ímpar, particular. E nisso consiste o seu peso.
Sentir esse elo se dissolvendo é como ver um barco em meio a uma tempestade. Não depende só de você pra que tudo fique bem. Depende dos céus, das águas, da resistência do barco, da força e destreza dos demais navegantes.

Entra em jogo uma infinidade de variáveis que, mesmo sem que você saiba que elas existem, elas mudam o tom e a natureza de sua relação. E tá ai uma coisa que, entre tantas outras, realmente não sei lidar: me afastar de uma amizade. Essa sensação de ver escorrendo por entre os dedos toneladas de momentos da sua vida é quase como perder um diário em um lugar que ninguém poderá encontrar. Como se um pedaço de sua vida estivesse, aos poucos, sendo apagado.
Tenho me despedido há dias de uma grande amiga. Mas tenho a impressão que me despedir dela é como estar dando adeus aos meus namorados, à minha aprovação no vestibular, àquela bebedeira desenfreiada que resultou em meses de risos, àqueles rios de lágrimas e lamúrias por ter descoberto o novo amor do seu velho amor, àqueles dias de filme até altas da madrugada, àqueles clubes da luluzinha onde nós podiamos falar mal (e muito bem também) dos homens das nossas vidas, àquelas brigas catastróficas que me transformaram automaticamente, aos tempos da escola, aos reggaes inesquecíveis, às semanas que tiravamos pra não dormir enquanto bebiamos e tocávamos até altas da madrugada na época do São João, aos frequêntes quarenta minutos pendurada no telefone... e à muito outros pedaços de minha história.

Se afastar de um amigo equivale, na minha cabeça, a se afastar um pouco de si. E é detestável essa sensação de despedir-se de si mesmo.
Não há lágrima que alivie, não há palavra que explique. Amigo a gente simplesmente quer ter do lado, sempre. Seja ele o seu melhor e pior amigo ao mesmo tempo. Mesmo que essa despedida já tenha se anunciado há tempos, o último momento, aquele de reconhecer e aceitar a partida, é árduo de digerir.
Talvez seja bobagem minha me preocupar com isso agora. Talvez eu não tenha razões pra pensar nessas coisas. Talvez até nem precise temer tanto por esse momento.

Talvez uma verdadeira amizade nunca se perca por essas razões. Talvez a gente possa até se afastar das pessoas, mas nunca dos sentimentos. E talvez seja romântico demais pensar assim, mas eu ainda prefiro desse jeito.

Texto: Carina Mota

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De meus baús...

Ai vai um texto que escrevi há pouco mais de um ano, mas que deu vontade de publicar. Interessante é que, mesmo depois de um ano, ainda sinto essa mesma vibração.
Se isso é bom ou ruim... nem me preocupo em saber.

 
Tenho me permitido evoluir e o melhor, tenho conseguido isso duma maneira confortável, que apesar de me causar mudanças - coisa que eu detesto - me mantém bem próxima de mim, me dando a certeza de que há muito me perdi dentro dos outros.
Hoje, resignada de meus objetivos e gostos, sei onde ir, com quem ir e como fazer caso não consiga chegar em meu destino. Ando por caminhos que jamais percorri e, ainda assim, me sinto familiarizada com estes..
Talvez seja por que na verdade não são tão virgens assim pra mim, mas por eu nunca os ter pisado com tanta certeza do que estou fazendo e tão segura de mim, como tenho feito ultimamente.
Consegui me aceitar, me entender, me enfrentar e discordar de mim mesma. Desenvolvi em mim a capacidade de me contradizer e me provar que nunca soube nada da vida, nem de mim.
Joguei em minha cara verdades que eu mesma refutei durante anos. Me apresentei pessoas que eu sempre conheci, mas dessa vez na sua verdadeira face.
Apresentei pra mim o meu lado bobo e fútil, que se prende no que quer e não no que deve, pode ou merece [o que hoje pesa muito].
Me dei conta de que minhas maiores noções de força eram na verdade pura balela de uma garotinha frágil que sabia argumentar muito bem em defesa de seus interesses (ou teimosias).
Hoje, em plena era de recuperação do meu eu, olho no espelho e a cada manhã me conheço, me reconheço e me satisfaço do que conquistei.
Olho nos meus olhos e digo pra mim mesma: 
"Ganha asas garota, teu posto de mulher ainda está longe.. mas já conseguistes soltar as amarras que te prendiam a tua infância. Vôa mulher do amanhã, vem ao encontro desta que anseia a te conhecer e fundir-se contigo, para enfim tornar-se aquela que sempre sonhou em ser..."

Texto: Carina Mota (Em 21 de Janeiro de 2008)

Amanheceu...


Mais uma vez Jorge Vercillo me sopra coisas aos ouvidos.

Às três e tantas de uma madrugada completamente insossa, ouvi em meio as tantas e tão lindas palavras de uma de suas canções, algo que, pra mim, soou de maneira particular.

"E quando dei por mim, amanheceu" *

Senti abrir quilômetros de cortinas em minha frente.
Amanheceu em minha vida.
Soprei com leveza aquelas velas que vinham me iluminando e deixei que minha pele sentisse o calor desse novo sol. Senti arrepiar todos os pêlos ao longo do meu corpo, como que numa dança ensaiada, num passo sincronizado, meio que como aviso de que ansiei por alguns segundos.

Contraí quase que conscientemente meu coração, segurei o ar, congelei o olhar e apenas ouvi...

"... amanheceu..."

Nos segundos que correram essas poucas letras visualizei lentamente cenas de um passado próximo e vi dias vividos à meia-luz, tropeços no escuro.

E de repente amanheceu.

E essa nova luz é tão delicada que me mobiliza, me relaxa todo o corpo e me faz flutuar por entre seus raios. Flutuo e escorrego pelo ar, meio que sem freio, meio que sem destino. Sinto o perfume de flores nascendo dentro de meu peito. Sinto a vida nascer de dentro pra fora. Ouço meus pássaros cantando novamente.
Percebo que dentro de mim tudo está em metamorfose (e logo surgem novas borboletas!!).

Consegue entender o conteúdo disso tudo que digo? Melhor que não entenda. =]
É tão suave, tão manso que chega a ser íntimo.
.
* Trecho da música "À Meia-Luz", de Jorge Vercillo
Texto: Carina Mota

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um pouco da Tati

"... Vocês pensam que eu não sei?
Sei que não cumpro o que prometo com olhares de mulher.
Pois é, eu sou uma menina.
Surpreso? Eu não.
Eu não tenho tesão nenhum em separar o certo do errado.
Espero não aguentar mais a dor do caminho errado para mudar de vida, é só isso que acontece.
E o caminho certo também não me dá muito tesão não.
Menos aquele que a gente fez para fugir, menos aquele que a gente fez para se pegar, se entrar, parar de pensar em sentir e sentir de uma vez.
E a inspiração para escrever Meu Deus! Foi para onde?
Foi para o mesmo lugar da minha outra paixão esquecida.
O homem para o qual dedico este texto.
Aquele que tirei do pedestal e nunca mais coloquei em lugar nenhum.
Foi para depois.
Depois que eu resolver o que é verdade.
E eu te olhei tantas vezes implorando.
Não morre, por favor.
Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê.
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura.
Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
E cadê a inspiração?
Foi embora junto com a minha pureza, a minha crença, a minha fidelidade.
Eu sou comum, igualzinho a você, a vocês.
Eu cometo erros mesquinhos e sou capaz de grandes momentos.
Eu não queria ter ido tão longe.
Nem seguido um que não posso, nem aturando outro que nunca pude.
Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde.
Surpreso? Eu não.
Desculpa mas é que eu tinha me prometido nunca mais escrever tão subjetivamente.
Preciso parar por aqui..."

Tati Bernardi

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tudo Novo de Novo

"Vamos celebrar nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de traz apagou.
Vamos terminar inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou...
É tudo novo de novo..."
[Moska]


Delícia é viver a vida!
É engraçado como a gente se alimenta de nada durante anos e nem se dá conta do quanto há de vida dentro da gente pedindo pra ganhar asas e rasgar um vôo pro infinito. Nossa! Chega falta ar só de pensar.
Essa coisa de ano novo recupera energias que um ano inteiro desgastou dia após dia. E num piscar de olhos, num virar de minutos, eis que surge um novo sujeito.
Aproveitar dessa energia, saltar sem pára-quedas na vida e sentir cada emoção batendo na cara como um vento forte, que chega a dar aquele (delicioso) frio na barriga, é o que faz do fato de você estar vivo algo nem um pouco banal.
Pensei (como sempre faço) nos meus últimos sonhos, planos, desejos, objetivos e percebi o quanto é sem graça viver do que já foi um dia.
Decidi me abrir as portas do mundo e não ficar parada em frente a elas pensando se devo ou não avançar. Sei que ei de errar, cair, sofrer, chorar... mas se tiver pra ser, que seja por motivos inéditos.
Quero novas emoções, novos apertos no peito, novas borboletas batendo as asas em meu estômago. Quero uma falta de ar vinda de onde nunca veio, saudades que nunca senti e uma vontade irresistível de viver as mais intensas novidades. Sejam elas boas ou ruins, mas que sejam novas, como toda redundância que me é possível.
Chega desse marasmo, dessa mesmice, dessa previsibilidade inútil que só me faz saber como estarei no próximo minuto.
Quero panicar sem saber o que está acontecendo comigo. Quero rir de desespero procurando uma explicação pras novas sensações que hão de surgir. E se as sensações não forem novas, que seus estopins possam ser.
Quero um vulcão jorrando uma infinidade de planos e desejos de dentro de mim. Quero o hoje, o amanhã e o depois. Quero ser, vir a ser, querer ser um dia e não ser de novo nunca mais.
Que tudo que venha se repetir, que seja pra frente, progredindo, crescendo e dando novos frutos.
Estou irremediavelmente infectada por essa gama de expectativas. E que eu sinta essa vibração todos os dias. E nunca mais me permita sentar num banco do canto da sala e assistir a minha própria vida correndo de mim.

Trecho de música: Tudo Novo de Novo, de Paulinho Moska
Texto: Carina Mota

domingo, 4 de janeiro de 2009

Bem-Vindo 2009!!



2008: mais um ano que termina, mais um capítulo da minha vida que chega ao fim.E é nesse momento que paramos pra relembrar e analisar cada momento vivido por nós ao longo de um ano. Nesses 365 dias pude viver um turbilhão de emoções diferentes. Agora posso olhar pra trás e perceber onde cada uma dessas emoções pôde me levar, a partir de mudanças que sofri, degraus que subi, derrotas e conquistas, e dos demais processos que enfrentei. É também nesse momento que paramos pra refletir sobre o que gostaríamos de deixar em 2008 ou levar para os próximos anos. É o momento em que começamos a pensar sobre o que gostaríamos de ter de novo, de fazer novos planos ou desempoeirar alguns antigos que não foram concretizados ainda. No meu caso, desejaria sim muitas mudanças, mas de todas elas poucas dependeriam tanto dos outros como dependeu até agora. Entre os meus maiores desejos está a minha busca por tornar-me alguém cada vez mais capaz de dar conta de mim mesma. Antes de tudo, honraria com toda verdade continuar a amar do jeito que amo. Amar principalmente àquilo e àqueles que fazem parte de minha vida.Dentre esses amores, aquele primordial seria o meu amor por Deus. Que ele seja sempre supremo e puro. Que nunca se veja contaminado por opiniões ou regras. Que eu creia Nele da forma que sempre acreditei ser benigna para mim e para todos. Que eu seja mais dedicada, fiel e entenda a sua existência na minha vida como algo que vem para me ajudar e não pra fazer por mim.Que eu evolua sempre como pessoa, sendo cada dia mais humana e respeitando a existência do próximo. Que eu possa compreender as minhas mudanças, os reflexos do meu contato com o outro, os reflexos das mudanças do outro na minha vida, as minhas constantes e eternas necessidades, minhas fraquezas e resistências. Que eu, cada dia mais, me enxergue e compreenda como um ser humano dentro de suas especificidades e fragilidades.Que eu nunca espere demais dos outros, da vida, do destino ou de qualquer outra coisa que eu possa julgar responsável por minhas perdas e ganhos. Que eu compreenda a minha capacidade e o meu dever de construir a minha vida com base nas escolhas, enfrentamentos e recuos que fiz, faço e devo fazer. Que a minha família se dê, gradativamente, conta do peso de ser família. Que sejamos capazes de fazer da nossa convivência algo benigno pra cada um, nos esforçando para que possamos viver em harmonia e satisfação dentro de um mesmo ambiente. Que possamos ser menos indivíduos, e mais grupo, sempre.Que os meus amigos sejam cada dia mais dignos do cargo que ocupam e que cada atrito, desentendimento e dificuldade sirva pra clarear mais a importância de estarmos juntos. Que tenhamos trocas mais sinceras, puras, inteiras, proveitosas.Que eu não espere experiências perfeitas. Nunca espere pela pessoa certa, momento certo, comportamento certo. Que eu compreenda o valor da pessoa que me faz bem, do momento que me dá prazer e do comportamento que é justo.Que eu me relacione de frente com o amor. Não quero aceitar ninguém, mas amar de modo singular este ou outro homem, seja ele quem for. Que eu busque envolvimentos de alma, acima de contatos de corpos. Que eu enxergue a pessoa por trás das palavras e possa ser mais do que fui pra qualquer um, a cada novo relacionamento.Que eu siga apaixonadamente me dedicando aos meus estudos em função desse enorme amor que tenho pela Psicologia. Que eu compreenda cada dia mais o meu papel profissional, os meus limites e minhas possibilidades. Que eu nunca me julgue pronta, mas sempre disposta. E que, acima de tudo, eu tenha muita força pra levar minha luta até o fim e possa concretizar esse sonho.Enfim, desejo, não só pra mim, que a vida possa ser o lugar onde as coisas aconteçam da maneira mais bela e inesquecível. Que possamos construir lembranças cheias de sorrisos, abraços, beijos, olhares, toques, palavras, canções, suspiros, emoções. Que o álbum da vida de cada um se encha de imagens de momentos felizes e que a cada ano possamos escrever mais um capítulo gostoso de ser lido depois.
FELIZ 2009 PRA TODOS!
Imagem: Kurt Halsey
Texto: Carina Mota